Lila e o jardim de lua
Uma jardineira encontra flores que só abrem quando alguém lhes conta uma lembrança bonita.
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No alto de uma colina, a princesa Lila cuidava de um jardim pequeno. Não havia muros nem portões: o jardim pertencia a quem quisesse sentar um pouco e olhar as flores. Ao cair da noite, porém, todas as pétalas se fechavam.
Certa tarde, uma lua redonda apareceu no céu antes da hora. Sua luz tocou um canteiro e uma flor azul se abriu. Lila se aproximou. A flor parecia esperar uma história.
A princesa contou sobre o dia em que dividiu uma maçã com seu melhor amigo. A flor abriu mais uma pétala. Depois Lila lembrou da chuva que molhou seus sapatos e de como ela riu no caminho de volta. Outra pétala se abriu.
Logo o jardim inteiro estava pontilhado de flores luminosas. Lila percebeu que cada lembrança gentil era uma semente. Sentou-se entre elas, agradeceu à lua e fechou os olhos por um instante. A brisa balançou as folhas devagar, e o jardim guardou aquela noite para contar de novo.