A coragem da princesa Aurora
Aurora leva uma pequena canção ao vilarejo durante uma noite de chuva.
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Aurora gostava de compor melodias no salão vazio do palácio. Numa tarde, preparou uma canção para a feira do vilarejo, mas a chuva começou antes de ela conseguir apresentar o ensaio.
A princesa pensou em cancelar. Então ouviu o som das gotas no telhado: tum, tá, tum-tum. Era quase uma música. Aurora chamou os músicos da cozinha, que trouxeram uma flauta, um tambor pequeno e duas colheres de madeira.
Eles tocaram juntos perto da janela. A melodia cresceu sem ficar alta. O cozinheiro marcou o ritmo, a jardineira soprou a flauta e Aurora cantou sobre nuvens que passeiam sem pressa.
Quando a chuva diminuiu, os moradores chegaram com capas coloridas. Não havia palco nem luzes especiais; a varanda serviu de abrigo. Aurora cantou sua canção e todos acompanharam no próprio compasso.
No fim, a princesa agradeceu a cada pessoa que ajudou. A feira continuou com cheiro de pão quente e terra molhada. Aurora voltou ao palácio contente por ter compartilhado a música, mesmo que a tarde tivesse tomado outro rumo.