O jabuti e a chuva mansa
Um jabuti acompanha as gotas até uma poça tranquila e descobre novos sons da floresta.
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Quando a primeira gota caiu sobre seu casco, Téo, o jabuti, ergueu a cabeça. A chuva vinha tão mansa que parecia bater palmas bem baixinho nas folhas.
Ele caminhou até uma poça nova. Uma gota fez um círculo. Outra fez dois. Téo esperou cada desenho crescer até encontrar a margem.
A sabiá se abrigou no galho, e o vento cheirava a terra molhada. Téo não tinha pressa: a floresta inteira parecia respirar no mesmo ritmo da chuva.
Quando as nuvens seguiram viagem, a poça guardou um pedacinho do céu. Téo viu seu reflexo sorrindo e voltou para casa, devagar, enquanto a última gota escorria pelo casco.