A princesa e o mapa das estrelas
Uma princesa e sua avó desenham constelações para encontrar o caminho de volta ao observatório.
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A princesa Amara e sua avó gostavam de observar o céu do observatório no alto do palácio. Uma noite, uma névoa cobriu a escadaria externa. Não havia perigo; apenas não conseguiam enxergar os degraus que levavam de volta ao pátio.
— Vamos fazer um mapa enquanto esperamos — disse a avó. Amara abriu seu caderno. Desenhou a estrela mais brilhante, depois a menor que piscava perto dela. Sua avó ligou os pontos com linhas delicadas.
Enquanto a névoa descansava sobre a colina, as duas criaram nomes para as figuras: uma colher de luz, um barco de janela, uma flor que apontava para o norte. Amara percebeu que o céu também podia ser lido, como um livro sem última página.
A névoa foi embora aos poucos. A escadaria apareceu primeiro perto do observatório, depois no meio do caminho, até alcançar o jardim. Amara guardou o mapa no bolso e ofereceu a mão à avó.
No pátio, decidiram pendurar uma cópia do desenho para quem quisesse olhar as estrelas. Naquela noite, Amara adormeceu pensando em quantas histórias cabiam entre dois pontinhos de luz.